CURRÍCULO E HISTÓRIA



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DE 1974 ATÉ HOJE NA ITINERÂNCIA ( FOTOS PARTE I )

Marcondes Manchester Mesqueu
Ator, Diretor, Jornalista, Educador Social e Arte Ecucador

Data de nascimento: 02/02/1952

Nacionalidade: Brasileira
Naturalidade: RJ
Filiação: Tufi Jorge Mesqueu e                                      Maria Isabel Manchester de Melo

      RG 2624979–7  I.F.P (30 /09 / 91)
                                                                                CIC 311708037 68
Registro profissional como jornalista: 16402/DRT RJ Fol. 74 – 22/2/83
Registro como profissional de teatro ( ator e diretor ): 3404 Livro 16 Fol. 70 DRT 40497/80
Tel:  (021) 964523908
Email: teatroitinerante.rua@gmail.com
            mmmesaqueu@gmail.com  

FORMAÇÃO PROFISSIONAL
  • Ator e Diretor na Escola de Teatro Martins Pena ( 1973 )
  • Jornalismo na ECO –UFRJ ( 1974 )

HABILIDADES
Arte Educador;
Ator e Diretor teatral;
Pesquisador de teatro na saúde mental;
Praticante de Contato Improvisação;
Dança Livre;
Pesquisador e Praticante de Dança Teatro Butoh;
Técnicas pictórica e artesanais criativas;
Palhaço (surdo e com fala);
Manipulador e bonecos;
Oficina Literária.

EXPERIENCIA PROFISSIONAL COM
Usuário e Dependente de Droga,
Paciente de Saúde Mental,
Portadores de Necessidades Especiais
Jovens Infratores,
Massa carcerária.

Há seis anos desenvolvo Oficina de Teatro Movimento no Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro. 


COMPLEMENTAÇÃO DA FORMAÇÃO  PROFISSIONAL E ACADÊMICA

Luiza Barreto Leite e Ruy Sandi - Criatividade
Amir Haddad – Atividade Crítica e Realidade Brasileira
Glorinha Buettmuller – Dicção
José Antonio Domingues e Clóvis Levi – Teatro na Educação
Ana Maria Machado e Ilo Crugli – Literatura Infantil
Pedro Domingues e Hector Grillo – Teatro de Boneco
Junito Brandão – Mitologia Grega e Latina
Curso de Som e Ritmo na Escola de Teatro Martins Pena (1977)


Cursos Livres do Centro Coreográfico do Rio de Janeiro.  (2010 / 2017)
Oficina Pulsar no Centro Coreográfico do Rio de Janeiro. (2010 / 2015)
Sofia Giliberti – Contato Improvisação (2013 – 2017)
Curso Método Laban com Denise Telles (2013)
Oficina Livre no Evento Conexão Cacilda (2013)
Oficina com Evandro Passos (2013)
Oficina Tambores e Dança com Professora Edileuza (2013)
Oficina de Teatro do Oprimido com Licko Turle na UNIRIO (2013)
Festival UNLIMITED – Oficina TEATRO E PERFORMANCE com Graeae (2013)
Oficina de Dança Contemporânea e Consciência Através do Movimento para
Participante das Oficinas do Festival Corpos Ímpares da Pulsar Cia. De Dança Contemporânea para pessoas com Habilidades Diferenciadas. Local: Centro Coreográfico do Rio de Janeiro (2015)
Aluno do Professor Paulo Araujo (Tango) (2015 em curso)
Oficina com Dina Martinez (Tango) (2015)
Dança Percussiva com Steven Harper (2017)

Participante da UNIVERSIDADE DAS QUEBRADAS – UFRJ (2016 em curso)
Participante do Movimento de Contato Improvisação do RJ (2016 em curso)


Tetsuro Fukuhara ( Butoh ) (2013)
Alain Alberganti ( Butoh ) (2013 a 2015)
Eugênio Brodbeck   (Butoh) (2015)
Calé Miranda (Butoh) (2015)
Maki Watanabe (Butoh) (2015)
Glaucus Noia (Kaos Butoh) (2015)


Seminário Estudos da Performance com Richard Schechner. ( 2012 ) ­– UNIRIO
Estudo da Performance  com Professor Zéca Ligiéro / NEPAA – UNIRIO. (2012)

Oficina de Circo e Palhaço no UNICIRCO Marcos Frota (2011/ 2013)

Integrou a Oficina de percussão Orumilá. (2010/2013)
Integrante do Grupo Afro Cultural NEGRARTE  . (2014)

Extensão Universitária na UFF em Educação Patrimonial (2011).
Extensão na UFRJ/ECO com o professor Evandro Ouriques em Jornalismo e Políticas Públicas Sociais. (2011)

Universidade das Quebradas – UFRJ (2016)

Curso de Marketing Cultural e Produção (Mostra Brasil Produções)

Aspectos da Arte Portuguesa do Sec. XVIII ( Real Gabinete de Literatura Portuguesa (1969))
Participação no Simpósio de Psicodrama da Sociedade de Psicodrama do RJ (1980)
Encontro com Paulo Freire – A formação do Educador para Escola Básica ( Projeto Roda Viva (1989)
Redação Bicho Papão ou Bicho de Estimação (Divulgação Pesquisa (1986)
Curso de Comunicação Oral do MEC Rádio MEC – 1975
I Curso Base de Educação Artística no Teatro Armando Melo Duque de Caxias (1975)

EXPERIÊNCIA PROFICIONAL Cultural/ Educação:
Arte Educador, trabalhando com crianças de diversas classes sociais e especiais.
Lecionando Educação Artística e Teatro em Colégios e Cursos Livres de Teatro
Desde 1974 escrevendo, dirigindo e atuando em mais de 30 espetáculos para crianças e adultos.
Fundação Parques e Jardins ( espetáculos nas praças do Rio  (década de 70)
Instrutor de Teatro da Colonia de Férias do SESC SESNI (1979)
Titiriteiro no I Simpósio Alternativas no Espaço Psi (1980)
Oficineiro de Teatro na FUNLAR (1983)
FUNABEM / CBIA – Setor Cultural (1985/96).
Penitenciária Muniz Sodré (1982)
Manicômio Judiciário Henrique Roxo (1983/84)
Oficineiro de Teatro na Ong Solazer. (2013)
Oficineiro de Teatro Movimento no Centro Psiquiátrico do RJ  (2012 até hoje)
Oficineiro de Teatro no CAPS Clarice Lispector (2013 à 2104)
Oficina Livre de Teatro na Escola de Teatro Martins Pena
Oficina Livre de Teatro no Instituto Padre Severino ( jovens infratores )
Supervisão de Montagem no Presídio Bangu 4
Oficina de Teatro no Ponto de Cultura Dama das Camélias
( Vila Mimosa ) Público: Trabalhadores do Sexo / Espetáculo: Menino Jesus da Silva ( Presépio Vivo )
Oficineiro de Teatro na ONG Edmundo e Olga para crianças e jovens do Morro da Mineira (2011 até 2012)

Eu, Marcondes Mesqueu  e o ator Gzus Lima fomos convidados pelos professores José Otávio e Doris Calvet do Departamento de Neurociência da UFRJ para aprofundamento da pesquisa Performance e Neurociência (2016 e 2017 em elaboração)

...
PARTICIPAÇÕES
Diretor e Ator do Projeto TEATRO ITINERANTE
Integrante do Projeto de Economia Solidária (ECO SOL).
Integrante da Rede Brasileira de Teatro de Rua.
Integrante da Rede Social do SESC Tijuca.
Integrante da Rede de Comunicação Comunitária.
Integrante da Rede Cultura e Saúde (Ministério da Cultura)
Membro da Associação Rio de Teatro de Bonecos



EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL
Jornalismo:
Estágio nas rádios Mauá, Rádio Capital, Capital e jornal impresso (Tribuna da Imprensa, Correio da Manhã) Produtor-Assessor de Imprensa na área cultural

Ator:
TV Globo (1982/84), TV Manchete (1993/95) e TV Educativa (1983 / 84).

PRODUTOR EXECUTIVO: de 1996 a 2010 na TV Educativa.  

Ator na TV Educativa (2010)

Filmes: Se Segura Malandro (direção: Hugo Carvana)
No Fundo do Poço (direção: Edilson Plá) 

LIVROS
Pela Booklink o livro VIOLENTAS DECLARAÇÕES DE AMOR
Pela Multifoco o livro 58 E MAIS ALGUMAS

COLABOADOR
Caderno Literário da TRIBUNA DA IMPRENSA (1979
Jornal COPA LEME (1983)
Folha virtual VIRA LAPA (2014 em curso) 


CURRÍCULO  NO TEATRO  
1974 - Gruta ou Vamos Brincar? ou então Gozado de Absurdo - texto e ator.
(O espetáculo foi premiado no II Festival de Teatro Jovem com os seguintes prêmios: melhor espetáculo, melhor ator e melhor iluminação).
Teatro Glauce Rocha
1976 - Pererices do Saci - texto e direção. / Teatro Luis Peixoto e Praças
Teatro Luiz Peixoto e Praças do Município
1979 - Makatu Mukutu - idéia e ator. / Teatro Dulcina e Praças do Município
1979 - Iracema, a Tabajara - direção. / Associação Brasileira de Imprensa.
1980 - O loló da dona Loló - direção e texto. /
Teatro Armando Mello e Teatro Camylli Shinity
1981 - Fomizeuda Brasileira - ator, texto e direção.
Teatro Cacilda Becker
1982 - O Rabo do Gato - ator e direção.
Escolas do Município e Teatros do SESC
1983 - O Saco - ator e direção.
Teatro Museu da República
1985 / 1996 – Arte Educador e Diretor teatral na FUNABEM / CBIA
1986 - Chapeuzinho do Saco - texto e direção.
1989 - Concerto Animado para Mãos e Violão - texto e direção.
Teatro Santa Cecília - Petrópolis
1991 - O Palhaço Saca Rolha e a Família PIM PAM PUM - texto e ator.
Praças do Município
1993 - A Chica da Biloca - texto e direção.
Espaço Cultura Canto da Paz
1995 - Chá com Pão, Bolacha Não - texto e ator
Praças e Escola do Município
1995 - Fábulas do Gago Esopo - adaptação, ator e direção.
Praças e Escolas do Município
1995 - Tindo Lê Lê, Quem Sabe é Você - texto e ator
Praças, Escolas do Município e Museu Benjamim Constatnt
1998 - A Moura Torta ( para TVE )
1999 - Fábulas do Gago Esopo
Praças e Escolas do Município
2000 - O Véio e a Véia ( para TVE dentro do programa Caderno Teen )
2002 e 2003 – TEREZALUCRÉCIA
Teatro do Museu da República e Lona Brasil em Nova Iguaçu
2003 – COISA LOUCA – texto, direção e ator
Espaço Constituição
2003 – Papai Noel Existe Mesmo
Teatro Museu da República
2004 – Produção e direção de show de MPB ( Rosana Sabença )
Vinícius Piano Bar
2004 – TOTALMENTE ANOMAL – texto,direção e ator
Espaço Constituição
2005 – Projeto Escola com Teatro de Bonecos
2006 – A Onça e o Bode
Jardins do Museu da República
2006 – BOCABULÁRIO TVE programa ATITUDE.COM
2006 – ESPERANDO POR ARTUR ( Mercadão Cultural – Teatro Carlos Gomes )
2007 – DOIDEIRAS DO CINZA FOGO (ator e bonecos ) Espaço Café Cultural
2007/2008 – TEREZALUCRÉCIA
Espaço SIM. CRETISMO
2008 – SERÁ ESOPO O DONO DA GALINHA?
Escolas e Praças
2009 - DANÇANDO NA LINHA - praças e escolas
2009 - QUE LÍNGUA É ESSA? ( ator e adaptador ) Igreja da Providência
2009 – FESTOFICINA – Oficina de Montagem ( Presépio vivo MENINO JESUS DA SILVA ) Local: Vila Mimosa
2010 – dR. SACA ROLHA SARA CURA...
2011 -  Traquinagem
2011 – E a saúde como vai? Vai bem, OBRIGADA
2011 – Teatro andante nas feiras do ECO  SOL
2012- GRANDE MINI CIRCO TEATRO ITINERANTE / Escolas
2012 – ÊÊÊÔÔÔ.../ Praças
2012 - ATLAS – FESTIVAL PANORAMA
2012 – PERFORMANCE  ANGEL VIANA
2012 – DR. SACA ROLHA NO CIRCO MARCO FROTA
2013 – LÁ NO CACILDA
2013 – Apresentação no CPRJ (com pacientes de saúde mental)
2014 – DR. SACA ROLHA (NO CANTEIRO DE OBRA DA ODEBRECHT)
2014 - TERRA A VI$TA (NO CANTEIRO DE OBRA DA ODEBRECHT)
2014 – MÃE D’ÁGUA E O MOÇO DAS MELANCIAS na Reserva do Tinguá
2014 -  BULHAÇO, A VIAGEM (Feira da Providência e Zona Rural de Maricá)
2015 – OFICINA DE TEATRO CORPO ( Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro)
2016 – POR QUE O NOME DELA É TERESA? Performance (Sarau do Escritório) 2016 -  TAPA NO BEIÇO  Performance (Mostra Universidade das Quebradas – UFRJ)
2016 – PALHAÇOS QUEBRADEIROS ( Universidade das Quebradas – UFRJ )
2016 – PALHAÇO PLASTICIDADE ( Litoral de Copacabana em defesa das praias)
2016 – UQ, O QUE? (Apresentação no Teatro do Museu de Arte do Rio MAR)

 
HISTÓRIA

1974.
Escola de Teatro Martins Pena/ RJ. 
Naquele momento a Escola tinha como política educacional agrupar os alunos. Existia o curso de ator e o de direção com uma pedagogia interativa e supervisionada pelos professores. Funcionava muito bem. Isso favorecia o surgimento de trupes com afinidade estética. Alunos diretores convidavam alunos atores e vice-versa para juntos realizarem as suas ações artísticas . Diversos projetos eram experimentados. Foi nos idos de 1970 que o companheiro Girton me apresentou pela primeira vez o Teatro Espírita Kardecista. Vivíamos em plena ditadura. Exercitávamos as metáforas, meias palavras. Exercitávamos a desconfiança entre os colegas. A Escola não censurava, mas não enfrentava as interdições impostas pela Censura Federal. Montagem que se propunha se apresentar para público externo tinha que passar pelo crivo do censor. Assim aconteceu com a montagem da peça SERÁ, criação coletiva, dirigida por mim. 15 atores foram impedidos de mostrarem seu trabalho. Motivo: O poder não explicou. Simplesmente impediu de ser apresentada. Riscada de vermelho e pronto. Ou seja: Riscada de ver vermelho e ponto final. O medo de ser mais um a sumir e vontade de fazer, nutriam a nossa criação. A Escola de Teatro Martins Pena, em que pese a sua carência de recursos, na época, facilitava o surgimento de novos dramaturgos, diretores e atores. Eu, Marcondes Mesqueu, vivi minha formação lá e me orgulho até hoje. Os anos de medo me deu coragem de continuar. Pior do que temer a farda era temer os colegas. Todos éramos suspeitos. Companheiros desapareciam de uma hora pra outra.
Após a apresentação para Censura Federal da peça SERÀ veio à interdição. O grupo de atores ficou inconsolável. A direção da Escola confirmou o veto. Estávamos freados. Queríamos mostrar ao menos uma vez só para os colegas. O recado Oficial foi colocado no mural para todos lerem. Não me controlei. Sujei a Circular Interna de Mercúrio Cromo ( vermelho ). Quase fui expulso. Nos reunimos para discutir. Nesse dia uma das atrizes mais ausentes diz que vai tentar uma liberação com uma amiga. Dias depois, noutra reunião de grupo, minha casa em Santa Teresa/Rio foi visitada por uma mulher estranha e soturna que mal mostrava o rosto. Ela entrou, nos ouviu, não falou nada de consistente e foi embora. A atriz sumiu. Nunca mais a vimos. Não foi difícil entender que tínhamos uma infiltrada. O grupo amedrontou. Paramos.
Em 1976 fundamos o grupo ASFALTO PONTO DE PARTIDA ainda na Martins Pena. A primeira montagem foi a peça Pererices do Saci, fruto de uma pesquisa sobre o Saci Perere. Nessa ocasião criamos uma ONG. Com o passar dos tempos aconteceu o redirecionamento da vida de seus integrantes e com isso a dissolução, porém o núcleo formado por mim, Marcondes Mesqueu e o músico Osvaldo Rosário se manteve ( veja o currículo de montagem ). Pelos idos de 1980 há a troca de nome para TEATRO ITINERANTE. Importante frisar que eu, Marcondes Mesqueu e Osvaldo Rosário nunca paramos de fazer teatro. De 19
80 até 1995 levo a prática para Manicômio Judiciário, Cadeia, Instituições para Crianças e Jovens Especiais, Abandonados e Infratores. Osvaldo segue com sua música em diversos outros grupos além do TEATRO ITINERANTE. Na década de 80 Osvaldo passa uma temporada na Europa mostrando seu samba. Em 2000 resolvemos experimentar música e humor nos shows COISA LOUCA e TOTALMENTE ANORMAL. Formamos a banda Gente Nua. Hoje Osvaldo trabalha com crianças carentes e luteria na zona oeste do Rio. Não podemos chamar essa separação de ruptura e sim de realimentação.  O TEATRO ITINERANTE se reestrutura com a entrada de Vinícius, meu filho, tornando-se uma empresa familiar. Com a divulgação através da CENASSESSORIA, assessoria de imprensa que criamos, multiplicamos nossos palcos. Em 2008 passamos a integrar a Rede Brasileira de Teatro de Rua. Atuamos ativamente na construção da Rede Rio, mas em 2010 acontece a ruptura. Essa página talvez um dia seja melhor contada. Com isso o TEATRO ITINERANTE passa a participar de várias Redes Sociais. As Redes do SESC RIO passam a ser fundamentais na caminhada do nosso trabalho.  Houve um repensar estético e da forma de aproximação com o 
público. Atuamos fazendo parcerias com as lideranças comunitárias para que juntos viabilizássemos as condições para apresentação. O TEATRO ITINERANTE ruma em direção dos espaços alternativos sem abrir mão dos palcos tradicionais. Continuamos quebrando o divórcio  que algumas plateias tem para com as artes cênicas. Tiveram momentos em que cada pessoa pagou apenas R$ 1,00 e em outros a comunidade catava lata, fazia dinheiro e nos pagava. Tem dado certo.  Troca, escambo, criatividade,...não importa o nome. A teoria da ação é a sua prática.
Entre 2010/11 experimentamos a parceria artística com ator/músico Michel Morreaux e a atriz Gabriela Sanchez, ambos oriundos da Festoficina Teatro de Assalto que Ministramos na Martins Pena com patrocínio da FUNARTE. Foi o início de uma nova história que começou já dando frutos e o ganho mais valioso é a maneira que Michel se colocou disponível para experiências e a pontualidade e o despojamento da Gabriela. Seguimos vendo que pela estrada outros se aproximavam. Em 2011, com o fim da Rede Estadual de Teatro de Rua eu, Marcondes, dou uma avaliada na minha dedicação as  artes cênicas e percebo que até então estava muito dedicado ao teatro e esquecido o ator. Precisava aprender coisas novas. Começo a frequentar o Centro Coreográfico do Rio de Janeiro e o UNICIRCO Marcos Frota. Novos horizontes se descortinam. Dispenso dedicação ao meu corpo. Destaco meu encontro com a Cia de Dança Contemporânea Pulsar. O TEATRO ITINERANTE que já estava fazendo umas investidas na Universidade ( UFRJ ) e UNIRIO em busca de espaço de pesquisa. 
De novembro de 2012 em diante formato  a intervenção teatral ÊÊÊÔÔÔ.... Inicio a pesquisa do corpo performático do morador de rua. Uso a Lapa, meu local de moradia, como laboratório. Vou na direção da Dança Teatro Butoh.  Tudo fluiu dentro da relação causa consequência. (veja o currículo acima)
Vinícius vê surgir novos sonhos na sua vida. Vai em busca de outras frentes de trabalho.  A transformação está sendo vivida. Mudança traz alegrais e dores. Vivemos o momento. 
Em 2010 tenho meu reencontro com a relação paciente de saúde mental e teatro. Nesse momento já envolvido com a pesquisa de corpo. Nada foi programada. O acaso me levou até ao Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro acompanhando o filho de um amigo que se negava ir até o médico para atendimento de rotina. O paciente disse que só iria seu fosse junto. Fui e gostei das paredes da Instituição. Tinha arte suave. Marquei um retorno para conhecer melhor e estou lá até hoje (março de 2017). Depois de cinco anos de trabalho voluntário, hoje, finalmente me vejo contratado para ministrar a Oficina de Teatro Movimento e artes afins.  
O TEATRO ITINERANTE segue.
UNIVERSIDADE DAS QUEBRADAS e Departamento de Neurociência da UFRF funcionam como estímulos e desafios para novas criações e encontros.
Continuamos colocando nosso espetáculo, não só como um acontecimento artístico, mas também como uma ferramenta a ser usada na solução de problemas daqueles nos acolhe. Agimos, prioritariamente, ali onde o poder público abandona, esqueceu e/ou se afasta. Vivemos num grande centro urbano, mesmo assim, ainda hoje somos responsáveis na vida de muita gente, pelo primeiro encontro com o teatro. Como artista isso nos orgulha. Como brasileiro...