CURRÍCULO E HISTÓRIA



DE 1974 ATÉ HOJE NA ITINERÂNCIA ( FOTOS PARTE II )
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Marcondes Manchester Mesqueu
RG 2624979–7 Instituto Felix Pacheco (30 /09 / 91)
CIC 311708037 68
Ator/ diretor, autor, jornalista, produtor de TV, poeta, dramaturgo, autor de literatura infantil, faz teatro desde 1968 .
Arte Educador, trabalho com crianças de diversas classes sociais. Desenvolveu projetos teatrais em colégios de classe média, Penitenciária Muniz Sodré (com jovens e adultos), Manicômio Judiciário Henrique Roxo, crianças especiais ( FUNLAR ), Instituto Padre Severino ( jovens infratores ) .

Vinícius Fraga Mesqueu
RG 020132584-2 ( 30 / 01/ 2000 ) DETRAN
CIC 057013987-22
Coordenador de projeto, Produtor, Disigne Gráfico, Fotógrafo, Iluminador com experiência em televisão ( TVE Brasil ) e teatro, Assistente de Direção e Divulgador.
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TEATRO ITINERANTE
1974 - Gruta ou Vamos Brincar? ou então Gozado de Absurdo - texto e ator.
(O espetáculo foi premiado no II Festival de Teatro Jovem com os seguintes prêmios: melhor espetáculo, melhor ator e melhor iluminação).
Teatro Glauce Rocha
1976 - Pererices do Saci - texto e direção.
Teatro Luiz Peixoto e Praças do Município
1979 - Makatu Mukutu - idéia e ator.
Teatro Dulcina e Praças do Município
1979 - Iracema, a Tabajara - direção.
Associação Brasileira de Imprensa.
1980 - O loló da dona Loló - direção e texto.
Teatro Armando Mello e Teatro Camylli Shinity
1981 - Fomizeuda Brasileira - ator, texto e direção.
Teatro Cacilda Becker
1982 - O Rabo do Gato - ator e direção.
Escolas do Município e Teatros do SESC
1983 - O Saco - ator e direção.
Teatro Museu da República
1985 / 1996 – Arte Educador e Diretor teatral na FUNABEM / CBIA
1986 - Chapeuzinho do Saco - texto e direção.
1989 - Concerto Animado para Mãos e Violão - texto e direção.
Teatro Santa Cecília - Petrópolis
1991 - O Palhaço Saca Rolha e a Família PIM PAM PUM - texto e ator.
Praças do Município
1993 - A Chica da Biloca - texto e direção.
Espaço Cultura Canto da Paz
1995 - Chá com Pão, Bolacha Não - texto e ator
Praças e Escola do Município
1995 - Fábulas do Gago Esopo - adaptação, ator e direção.
Praças e Escolas do Município
1995 - Tindo Lê Lê, Quem Sabe é Você - texto e ator
Praças, Escolas do Município e Museu Benjamim Constatnt
1998 - A Moura Torta ( para TVE )
1999 - Fábulas do Gago Esopo
Praças e Escolas do Município
2000 - O Véio e a Véia ( para TVE dentro do programa Caderno Teen )
2002 e 2003 – TEREZALUCRÉCIA
Teatro do Museu da República e Lona Brasil em Nova Iguaçu
2003 – COISA LOUCA – texto, direção e ator
Espaço Constituição
2003 – Papai Noel Existe Mesmo
Teatro Museu da República
2004 – Produção e direção de show de MPB ( Rosana Sabença )
Vinícius Piano Bar
2004 – TOTALMENTE ANOMAL – texto,direção e ator
Espaço Constituição
2005 – Projeto Escola com Teatro de Bonecos
2006 – A Onça e o Bode
Jardins do Museu da República
2006 – BOCABULÁRIO TVE programa ATITUDE.COM 2006 – ESPERANDO POR ARTUR ( Mercadão Cultural – Teatro Carlos Gomes )
2007 – DOIDEIRAS DO CINZA FOGO (ator e bonecos ) Espaço Café Cultural
2007/2008 – TEREZALUCRÉCIA
Espaço SIM. CRETISMO
2008 – SERÁ ESOPO O DONO DA GALINHA?
Escolas e Praças
2009 - DANÇANDO NA LINHA - praças e escolas
2009 - QUE LÍNGUA É ESSA? ( ator e adaptador ) Vestibular Comunitário Machado de Assis/ Igreja da Providência
2009 – FESTOFICINA – Oficina de Montagem ( Presépio vivo MENINO JESUS DA SILVA ) Local: Vila Mimosa
2010 – ZÉ BRASIL ( em montagem )
2011 - TRAQUINAGEM - TEATRO DE ASSALTO
2011 - PRODUÇÃO MOCATRUA ( MOSTRA CARNAVALESCA DE TEATRO DE RUA )
2011 - PRODUÇÃO DA COMEMORAÇÃO DO DIA INTERNACIONAL DO TEATRO E NACIONAL DO CIRCO
2011 - GRANDE MINI CIRCO TEATRO ITINERANTE
2012 - O PULO DO GATO
2012 - ÊÔÔÔÔ...A VIAGEM
2012 - BRINCADEIRA DE CRIANÇA  2012- GRANDE MINI CIRCO TEATRO ITINERANTE
2012 - ATLAS – FESTIVAL PANORAMA
2012 – PERFORMANCE ANGEL VIANA
2012 – DR. SACA ROLHA NO CIRCO MARCO FROTA
2013 – LÁ NO CACILDA
2013 – Apresentação no CPRJ ( com pacientes de saúde mental )
2014 – DR. SACA ROLHA (NO CANTEIRO DE OBRA DA ODEBRECHT)
2014- TERRA A VI$TA (NO CANTEIRO DE OBRA DA ODEBRECHT)
2014 - MÃE D'ÁGUA E O MOÇO DAS MELANCIAS  na Reserva do Tinguá
2014 - BULHAÇO A VIAGEM na Feira da Providência e Zona Rural de Maricá
2015 - OFICINA DE TEATRO CORPO no Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro
2016 - POR QUE O NOME DELA É TERESA? no Sarau do Escritório

 
HISTÓRIA

1974, Escola de Teatro Martins Pena/ RJ. Naquele momento a Escola tinha como política educacional agrupar os alunos. Existia o curso de ator e o de direção com uma pedagogia interativa e supervisionada pelos professores. Funcionava muito bem. Isso favorecia o surgimento de trupes com afinidade estética. Alunos diretores convidavam alunos atores e vice-versa para juntos realizarem as suas experiências artísticas . Diversos projetos eram experimentados. Foi nos idos de 1970 que o companheiro Girton me apresentou pela primeira vez o Teatro Espírita Kardecista. Vivíamos em plena ditadura. Exercitávamos as metáforas, meias palavras. A Escola não censurava, mas não enfrentava as interdições impostas pela Censura Federal. Assim aconteceu com a montagem da peça SERÁ dirigida por mim. Uma criação coletiva com 15 atores impedida de mostragem. Motivo: O poder não explicou. Riscava de vermelho e pronto. O medo de ser mais um a sumir e vontade de fazer, nutriam a nossa criação. A Escola de Teatro Martins Pena, em que pese a sua carência de recursos na época, facilitava o surgimento de novos dramaturgos, diretores e atores. Eu, Marcondes Mesqueu, vivi minha formação lá e me orgulho até hoje. Os anos de medo me deu coragem de continuar. Pior do que temer a farda era temer os colegas. Todos éramos suspeitos. Companheiros desapareciam de uma hora pra outra.
Após a apresentação para Censura Federal da peça SERÀ veio à interdição. O grupo de atores ficou inconsolável. A direção da Escola confirmou o veto. Estávamos impedidos. Queríamos apresentar ao menos uma vez só para os colegas. O recado Oficial foi colocado no mural para todos verem. Rebelei-me. Sujei a Circular Interna de Mercúrio Cromo ( vermelho ). Quase fui expulso. Nos reunimos para discutir. Nesse dia uma das atrizes mais ausentes diz que vai tentar uma liberação com uma amiga. Dias depois noutra reunião de grupo minha casa em Santa Teresa/Rio foi visitada por uma mulher estranha e soturna que mal mostrava o rosto. Ela entrou, nos ouviu, não falou nada de consistente e foi embora. A atriz sumiu. Nunca mais a vimos. Não foi difícil entender que tínhamos uma infiltrada. O grupo, se amedrontou. Paramos.
Em 1976 fundamos o grupo ASFALTO PONTO DE PARTIDA ainda na Martins Pena. A primeira montagem foi a peça Pererices do Saci, fruto de uma pesquisa sobre o Saci Perere. Nessa ocasião criamos uma ONG. Com o passar dos tempos aconteceu o redirecionamento da vida de seus integrantes e com isso a dissolução, porém o núcleo formado por mim, Marcondes Mesqueu e o músico Osvaldo Rosário se manteve ( veja o currículo de montagem ). Pelos idos de 1980 há a troca de nome para TEATRO ITINERANTE. Importante frisar que eu, Marcondes Mesqueu e Osvaldo Rosário nunca pararmos de fazer teatro. Na década de 80 até 1995 levo a prática para Manicômio Judiciário, Cadeia, Instituições para Crianças e Jovens Especiais, Abandonados e Infratores. Osvaldo segue com sua música em diversos outros grupos além do TEATRO ITINERANTE. Nos anos 80 Osvaldo passa uma temporada na Europa mostrando seu samba. Em 2000 resolvem experimentar música e humor nos shows COISA LOUCA e TOTALMENTE ANORMAL. Formam a banda Gente Nua. Hoje Osvaldo trabalha com crianças carentes em Santa Cruz/RJ. Não podemos chamar essa separação de ruptura e sim de realimentação.  O TEATRO ITINERANTE se reestrutura com a entrada de Vinícius tornando-se uma empresa familiar. Com a divulgação através da CENASSESSORIA multiplicamos nossos palcos. Em 2008 passamos a integrar a Rede Brasileira de Teatro de Rua. Atuamos ativamente na construção da Rede Rio, mas em 2010 acontece a ruptura e com isso o TEATRO ITINERANTE passa a participar de várias Redes Sociais. As Redes do SESC RIO passam a ser fundamentais na caminhada do nosso trabalho.  Houve um repensar estético e da forma de aproximação com o seu público. Atuamos fazendo parcerias com as lideranças comunitárias para que juntos viabilizemos as condições de apresentação. O TEATRO ITINERANTE ruma na direção dos espaços alternativos sem abrir mão dos palcos tradicionais. Continuamos quebrando o divórcio  que algumas plateias tem para com as artes cênicas. Tem situações que cada pessoa paga R$ 1,00 e em outros a comunidade cata lata faz dinheiro e paga apresentação . Tem dado certo.  Troca, escambo, criatividade,...não importa o nome. A teoria da ação é a ação.
Entre 2010/11 experimentamos a parceria artística com ator/músico Michel Morreaux e a atriz Gabriela Sanchez, ambos oriundos da Festoficina Teatro de Assalto que Ministramos na Martins Pena com patrocínio da FUNARTE. Foi o início de uma nova história que começou já dando frutos e o ganho mais valioso é a maneira que o Michel se colocou disponível para experiências e a pontualidade e o despojamento da Gabriela. Seguimos vendo que pela estrada outros se aproximavam. Em 2011, com o fim da Rede Estadual de Teatro de Rua eu, Marcondes, dou uma avaliada na minha dedicação as  artes cênicas e percebo que até então estava muito dedicado ao teatro e esquecido o ator. Precisava aprender coisas novas. Começo a frequentar o Centro Coreográfico do Rio de Janeiro e o UNICIRCO Marcos Frota. Novos horizontes se descortinam. Dispenso dedicação ao corpo. Destaco meu encontro com a Cia de Dança Contemporânea Pulsar. O TEATRO ITINERANTE que já estava fazendo uma investidas na Universidade ( UFRJ ) encontra na UNIRIO um espaço de pesquisa. De novembro de 2012 em diante formato finalmente a intervenção teatral ÊÊÊÔÔÔ.... Isso se torna uma Pós Graduação em curso. 
Vinícius vê surgir novos sonhos na sua vida. Vai em busca de outras frentes de trabalho.  A transformação está sendo vivida. Mudança traz alegrais e dores. Vivemos o momento. 
Continuamos colocamos nosso espetáculo não só como um acontecimento artístico, mas também como uma ferramenta a ser usada na solução de problemas da comunidade que nos acolhe. Agimos, prioritariamente, ali onde o poder público abandona, esqueceu e/ou se afasta. Vivemos num grande centro urbano mesmo assim ainda hoje somos responsáveis pelo primeiro encontro com o teatro para muita gente. Isso nos orgulha.